A essência do gosto na Culinária Japonesa não é obtida adicionando-se sabores aos ingredientes, mas procurando-se exaltar e extrair o máximo do sabor natural dos alimentos através de respeitosos métodos de preparo e técnicas de cozimento.
A composição do prato deve ser realizada harmonizando-se o alimento com a vasilha que o contém, denotando uma fina sensibilidade e uma preocupação estética apurada.
A influência das culturas dos países da Ásia Continental fixou o calendário das festividades anuais.
No Palácio Imperial os nobres da Corte eram convidados para suntuosos banquetes, o que deu origem a uma forma de culinária diferenciada da cotidiana, muito sofisticada, utilizando-se as louças e cerâmicas mais finas. Desenvolveram-se então as mais variadas e refinadas técnicas de preparo e apresentação dos alimentos.
Neste período surge também o Saquê, a bebida alcoólica obtida através da fermentação do arroz, assim como o vinagre e seu emprego na preparação e conservação dos alimentos.
Entrando na era dos Samurais, a forma de apresentação dos banquetes também mudou e observamos a transição dos hábitos opulentos da corte aos hábitos reflexivos dos samurais.
Desenvolveu-se o conceito do alimento do guerreiro e nasceu o costume de se alimentar 3 vezes ao dia.
A introdução do Zen Budismo nesse período também propagou o Seijin Ryori – o estilo de se alimentar segundo os preceitos budistas, e estas duas vertentes culinárias lançaram as bases da Culinária Japonesa atual.
O estabelecimento do código e da etiqueta dos Samurais é percebido através de uma Arte Culinária mais elaborada, com atenção ao modo de servir à mesa, de se alimentar e especialmente ao modo de manipular os alimentos, com regras e técnicas para cortar os ingredientes.
É neste período que se inicia a utilização do Kombu (alga marinha), do Katsuobushi (o peixe bonito seco em lascas), do açúcar e do Shoyu (molho de soja).
O desenvolvimento do comércio de Portugal e Espanha com o Japão deu origem a um dos pratos japoneses mais famosos: o Tempurá.
A arte do Chado (Cerimônia do Chá), que foi concebida por Sen No Rikyu, estabeleceu as bases da Arte Culinária no estilo “Kaiseki”.
Surgiram os primeiros restaurantes, os quais posteriormente difundiriam os banquetes em estilo “Kaiseki”.
Foram os habitantes da região de Edo, Kyoto e Osaka que lançaram as bases da atual culinária japonesa.
A ocidentalização do Japão trouxe a abertura às novas influências culturais e gastronômicas, mesclando-as com a base tradicional japonesa.
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