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Aprofundamento Gastronômico

Algumas considerações acerca das Boas Práticas em serviços de Alimentação e Nutrição

Por Andressa Wanderley Fernandes Lisboa

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Algumas considerações acerca das Boas Práticas em serviços de Alimentação e Nutrição

Boas práticas são práticas de higiene que devem ser obedecidas pelos manipuladores desde a escolha e compra dos produtos a serem utilizados no preparo do alimento até a venda para o consumidor. O objetivo das Boas Práticas é evitar a ocorrência de doenças provocadas pelo consumo de alimentos contaminados (ANVISA, 2004).

                        A higiene pessoal é a forma adequada como o funcionário se apresenta dentro do local de trabalho. Apresenta como objetivo proteger os alimentos de contaminações químicas, biológicas e físicas (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, 2006).

                        As doenças transmitidas por alimentos são provocadas pelo consumo de alimentos que ocorrem quando micróbios prejudiciais á saúde, parasitas ou substâncias tóxicas estão presentes no alimento (ANVISA, 2004).

                        Entende-se por contaminação de alimentos, a presença de qualquer objeto, substância ou organismo indesejável nos alimentos. Existem dois tipos de contaminação de alimentos, a contaminação visível a olho nu e a contaminação invisível a olho nu (ANVISA, 2004).

                        O manipulador de alimentos é a pessoa que lava, descasca, corta, rala, cozinha, ou seja, quem prepara os alimentos (ANVISA, 2004). As condutas que não são permitidas pelo manipulador de alimentos incluem: falar, cantar ou assobiar sobre os alimentos; cuspir; pentear-se; coçar ou tocar no corpo; assoar o nariz; espirrar ou tossir sobre os alimentos; circular sem uniforme; enxugar o suor com as mãos, panos, guardanapos, aventais ou qualquer peça de vestimenta; experimentar comida com as mãos ou dedos; provar alimentos com talheres e devolve-los a panela sem prévia higienização; fazer uso de equipamentos e utensílios sujos; mascar gomas, palitos ou similares; manter lápis, canetas, cigarros e outros atrás da orelha; manipular dinheiro; uniformizados, sentar-se ou deitar-se no chão, sobre sacarias ou outros locais impróprios e o uso de agasalhos ou outra peça sobre o uniforme, se necessário devem estar por baixo do mesmo (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, 2006). Ou seja, devem adotar procedimentos que minimizem o risco de contaminação dos alimentos preparados por meio da anti-sepsia das mãos e pelo uso de utensílios ou luvas descartáveis (TANCREDI et al, 2006).

                        Segundo Tancredi et al (2006), as áreas de exposição do alimento preparado e de consumação ou refeitório devem ser mantidas organizadas e em adequada condições higiênico – sanitária. Os equipamentos, moveis e utensílios disponíveis nessas áreas devem ser compatíveis com as atividades, em número suficiente e em adequado estado de conservação.

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Comentários

1 comentários, comente você também!

Sergio Viana Miguel - 05/11/2010 às 14:25
Olá Andressa! Li seu artigo e concordo em gênero, número e grau. Há quatro anos que atuo no ramo de alimentos (cozinha profissional). Fiz vários cursos na área de Gastronomia e em todos eles é dada uma ênfase muito grande ao aspecto do respeito às normas de Higiene e de Segurança Alimentar. O fato é que já fui literalmente demitido por defender a aplicação das Normas da Anvisa e por conseqüência até hostilizado por querer agir profissionalmente da forma correta. Pra minha decepção, tenho a informação de colegas que trabalharam no exterior, que lá fora as coisas não são muito diferentes. Vêem-se processos altamente perigosos sendo praticados diariamente, sem o menor receio de causar intoxicações e DTA’s nos comensais. Acho que todos os profissionais da área deveriam lutar em seus locais de trabalho para garantir alimentos saudáveis do ponto de vista higiênico, em primeiro lugar. Tenho comigo que: - “Não adianta produzirmos o prato mais fantástico do mundo, se este alimento estiver todo contaminado, por manipulação inadequada”. SP, SP, 05/11/2010.

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